
Essa mensagem eu recebi da minha amiga do UCEM Helena. Obrigada, querida! Achei interessante e por isso compartilho um trecho aqui.
Mauro Kwitko – entevista para a revista Sétimo Sentido
O Segredo da Felicidade
1 – O que é felicidade? Como conseguimos identificá-la em nossa vida?
R: A felicidade pode ser real ou imaginária. A felicidade real apenas consegue ser alcançada pela libertação de si mesmo e pelo endereçamento de nossa energia para os outros, como mostraram, e ainda mostram, os grande vultos da humanidade, que dedicaram sua vida ao trabalho de caridade, de amor ao próximo, aos mais necessitados. A nossa sociedade, materialista e imediatista, chama de felicidade ao riso fácil, aos gritos de alegria, ao barulho feito em nome da exteriorização da angústia existencial de quem se sente perdido e não sabe para onde ir, que vive ao sabor das ondas das mensagens superficiais da mídia, que não sabe o que seu Espírito quer e, às vezes, nem lembra que é um Espírito. A felicidade real geralmente é silenciosa, não demonstrativa, pois não necessita demonstrar-se, enquanto que a felicidade imaginária é barulhenta e necessita da aprovação e da participação dos outros em sua manifestação.
2 – Quais são as fontes da felicidade? Como usá-las?
R: A fonte única da felicidade verdadeira é Deus, pois é Dele que vem o amor, a paz, a caridade, a honestidade, a humildade, a simplicidade, a sensação tranqüilizadora de estar no caminho certo. A fonte da felicidade imaginária é o Ego, criado pela ilusão do ser encarnado, que necessita demonstrar e demonstrar-se.
3 – Como podemos ser felizes? O que precisamos fazer para alcançarmos a felicidade?
R: Para alcançarmos a felicidade, que vem do amor, da paz, da simplicidade, da humildade, precisamos cultivar essa meta dentro de nós, e na medida em que vamos alcançando esses estados de ser, vamos sentindo mais e mais felicidade. A ausência desses estados de Espírito traz a ansiedade (ânsia de…), a angústia, a irritabilidade, o nervosismo, a raiva e a tristeza, que, após algum tempo, somatizam-se no que a Medicina orgânica chama de doença. Olhemos a vida dos grandes homens e mulheres da humanidade e veremos a lição de vida que eles nos transmitiram.
4 – A felicidade sempre é o real propósito de vivermos? Com a maturidade fica mais fácil ser feliz?
R: Geralmente é o contrário… As crianças, em sua maioria, são felizes, porque recém estão chegando do Mundo Espiritual, onde a felicidade verdadeira existe; os adolescentes começam a perder a felicidade porque iniciam um processo de desconforto em relação ao que vêm em sua volta, em seus pais, na sociedade, nos vícios, nas injustiças, vão sendo contaminados pelas mensagens superficiais da televisão, das rádios, da Internet; os adultos continuam nesse processo de perda da felicidade real porque, na grande maioria dos casos, dedicam-se apenas a sobreviver e buscar a felicidade imaginária, através do álcool e outras drogas, das festas, das aquisições egóicas, das “vitórias”, dos fins de semana, das férias; e os velhos geralmente vão indo em direção ao final da sua encarnação: tristes, abandonados, angustiados, doentes. Ou seja, geralmente o Espírito reencarna feliz, com o passar do tempo vai perdendo a felicidade, e morre triste. Lá no Mundo Espiritual vai recuperando a felicidade e entendendo onde errou, só que reencarna e erra de novo.
5 – A felicidade depende das outras pessoas da nossa vida? Podemos conquistá-la sozinhos?
R: A felicidade depende apenas de nós mesmos, e é proporcional ao que pensamos, ao que sentimos, ao que fazemos e ao que falamos. O segredo da felicidade verdadeira é utilizarmos menos o “Eu”, “Meu” e “Minha” e mais o “Nós”, “Nosso” e “Nossa”, mas que isso não seja a nossa família, a nossa raça, o nosso clã, pois isso são derivativos do “Eu”, “Meu” e “Minha”. A felicidade é uma conquista, é um libertar-se gradativamente de si, o que acredita ilusoriamente ser, e ir recordando seu aspecto divino. Para isso precisamos nos enxergar verdadeiramente, por traz da nossa “casca” temporária de homem ou mulher, de branco ou negro, de brasileiro ou alguma outra nacionalidade e nos re-conhecendo realmente. A felicidade, como outros atributos espirituais, não necessitam ser aprendidos, necessitam ser recordados.
6 – A felicidade pode ser associada ao amor próprio?
R: Depende de amor próprio a quem: se ao seu Ego ou a Si mesmo. O amor próprio ao Ego é a ilusão da ilusão, pois se ama ao que é temporário e vive-se em função desse “amor”. O amor próprio a Si mesmo é o verdadeiro amor, pois o Si não quer nada para si, e é daí que vem a felicidade real.